Segunda-feira, Junho 8, 2009

HISTÓRIA DE UM EXTRATERRESTRE

   Num dia de calor decido ir até à praia, dar um belo passeio. Fui para perto das dunas, que é onde se encontrava mais fresco. Estendi a toalha e fiquei a olhar para o mar, e foi nesse momento que vi algo de anormal. Olhei a segunda vez para ter a certeza que não tinha sido apenas imaginação minha mas não, estava mesmo ali. Era um ser completamente surreal, exclusivamente em filmes tive a hipótese de ver algo assim. Ele reparou que eu notara a sua presença e veio ter comigo e disse:    - Olá, reparei que me olhavas atentamente, então decidi vir aqui ter contigo. Sinto-me sozinho aqui na Terra, pois não conheço ninguém.    - Ainda estou confusa de como posso estar aqui frente a frente com um ser como tu e poder falar com ele. Com vieste parar aqui?    - A minha nave sofreu uma avaria e eu não sei como a arranjar. Tenho tentado entrar em contacto com o meu mecânico, mas a ligação está muito fraca e ainda não o consegui.    - Pensava que seres como tu não existiam, que era tudo ficção. Mas de que planeta és? E como é que nós nunca descobrimos nada sobre vocês?    - Sou de Marte e os habitantes da Terra nunca conseguiram descobrir nada sobre nós porque quando fazem as suas pesquisas porque nós possuímos esconderijos ultra – secretos.    - Nunca quiseram que nós soubéssemos da vossa existência porquê?    - Temos medo de vós, que vocês nos destruam. Estamos muito evoluídos tecnologicamente em relação a vós, mas as vossas mentes são absolutamente assustadoras.    - Quais são as diferenças entre as nossas mentes e as vossas?    - Nós usamos a parte da inteligência apenas para coisas intelectuais e que nos ajudem no futuro. Pensamos muito nos outros, só pensamos em nós próprios apenas se sobrar algum tempo. Ao contrário de nós, vocês usais a inteligência para criar coisas que vos prejudicam no presente e no futuro. Pensais em vós próprio em grande percentagem de tempo, os outros são coisas sem importância. Só se lembram dos outros apenas quando precisam deles e isso é terrível.    - Então se são tão perfeitos interiormente porque é que são tão imperfeitos exteriormente?    - Nós não somos imperfeitos, somos apenas diferentes. Somos até mais evoluídos que vós, mas outro dos vossos muitos defeitos é esse. Não sabeis viver com a diferença, não aceitam que haja seres diferentes fisicamente.    - Desculpa, estás a começar a exagerar. Estás a tentar dizer que sois perfeitos e nós apenas temos defeitos?    - É por isto que temos medo de vocês, habitantes da Terra. Apenas vêem o mal, não conseguem aceitar a verdade. Depois querem-se vingar de quem somente vos disse a verdade.    Fiquei uns minutos calada a pensar, mas depois disse:    - Bem, com esta conversa fizeste-me chegar à conclusão que realmente somos assim. Agimos sem pensar, mas eu vou tentar mudar.    - Obrigado por me ouvires e claro aceitares a verdade, foi realmente extraordinário! Mas agora gostava de te pedir apenas uma coisa.    - Pede à vontade, estou disposta a ajudar-te em tudo.    - Queria que me ajudassem a entrar em contacto com alguém do meu planeta para me ajudar a voltar para lá.    - Ajudo-te com todo o gosto. Vamos até minha casa, pode ser que lá consigas entrar em contacto com eles.

   Depois de várias tentativas conseguimos o que queríamos. Veio um ser,  ainda mais esquisito que ele, num transporte nunca antes visto ou mesmo sequer imaginado. Depois de uma breve despedida, o transporte desapareceu sem explicação, e eu fiquei ali a pensar se aquele acontecimento teria sido mesmo real.

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Segunda-feira, Junho 1, 2009

Orações

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Quarta-feira, Março 11, 2009

Estrutura e modelo de uma carta de reclamação, retirada do livro ” 180 Modelos de Cartas para defesa dos deus direitos” da Proteste

 

 

 

Uma carta de reclamação deve respeitar certas regras essenciais: identificação do remetente e do destinatário, menção da data e do local do envio, descrição dos antecedentes, exposição clara do que pretende, referência a eventuais documentos em anexo e assinatura.

 

(Nome e morada completa do remetente)

António Luís Guimarães

Rua das Berlengas, 18

2675-000 ODIVELAS

Tel. 219310000 (no caso de desejar ser contactado por esta via)

 

 

 

                                             (Nome e morada completa do destinatário)

                                             MODILEX, LDA.

                                             Rua da ilha do Pessegueiro, 12

                                             2675-000 ODIVELAS

 

 

(Localidade e data)

Odivelas, 10 de Novembro de 1999

 

Carta registada com aviso de recepção

 

(Descrição sucinta do assunto da carta)

Assunto: demora na entrega de sofá.

 

 

Exmo(s). Senhor(es),

 

(Antecedentes: descrição sucinta dos factos que levaram ao envio da carta)

 

No passado dia 16 de Outubro, dirigi-me ao seu estabelecimento, sito na morada acima indicada, com a intenção de adquirir um sofá. Após escolher o modelo que me interessava, assinei a nota de encomenda e paguei o sinal exigido, no valor de 20.000$00 (vinte mil escudos). No dia 21, foi-me entregue o sofá encomendado, mas, após breve análise, percebi que o mesmo tinha um defeito: um dos pés estava rachado!

 

(Caracterização da situação actual)

 

Perante tal facto, recusei o sofá, solicitando que me fosse entregue outro exemplar, em bom estado, o mais depressa possível. No entanto, apesar de me dizerem que não haveria problema e que a entrega seria feita, o mais tardar, até ao final do mês, ainda continuo à espera.

 

(Exposição clara do que se pretende)

Como é evidente, o atraso na resolução do problema tem trazido diversos transtornos à minha família. Por isso, venho exigir que o sofá me seja entregue, sem falta, dentro dos próximos 8 dias. Caso contrário, tenciono anular a referida encomenda e exigir a devolução do sinal.

 

(Fecho)

Sem outro assunto de momento,

 

 

                                                                                                                          (Assinatura)

 

António Luís Guimarães

 

(Enumeração de eventuais cópias de documentos anexos)

Anexos: fotocópias da nota de encomenda e do recibo do sinal.

 

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Sábado, Fevereiro 28, 2009

Chegada à Índia

   Depois de todo aquele tempo passado na nau, de todos os obstáculos, lá íamos nós quase sem forças para continuar. Muitos homens encontravam-se com doenças provocadas por comida estragada e a falta de higiene. Na nau já se podia reparar em partes destruídas, que com o passar do tempo se foram decompondo. O mastro encontrava-se um pouco quebrado e a madeira que constituía a nau começava a ficar dilatada, devido à pressão da água. Os destroços não se faziam sentir apenas nas coisas materiais mas, igualmente em cada tripulante. As expressões que se faziam notar nos seus rostos davam a entender que tudo estava perdido, que nada fazia sentido. Deixámos de conviver uns com os outros, cada um no seu “mundo” nem uma simples palavra fazíamos sair da nossa boca. Foi neste panorama de terror que um dos tripulantes, com um pouco de incerteza, fez soltar as seguintes palavras:

   - Terra à vista!

   Então, todas aquelas expressões frias se apagaram e renasceu a pequena esperança já à muito esquecida. Tentamos ver a terra mas não a enxergamos. Foi ai que o homem que deu o alerta informou que apenas tinha visto uma gaivota a pousar na nau mas era um grande sinal. Continuamos a nossa navegação, agora com toda a força com que iniciamos a viagem. Cada vez que avançávamos sentíamos aromas novos, o que nos levava a pensar que estaríamos muito perto. Passando alguns minutos possivelmente, pois deixamos de ter a noção do tempo, começámos a avistar a terra. Sabíamos que quando lá chegássemos não iríamos ser bem recebidos mas isso não era o mais importante naquele momento. Quando chegamos a terra descemos da nau e suspiramos de alívio, uma das etapas estava cumprida. A população da Índia, quando reparou na nossa chegada, ficou furiosa. O aspecto feroz dos seus rostos provocou-nos algum receio. Não nos depositavam muita confiança, tornando a nossa estadia na Índia muito desagradável. Só passando vários dias é que conseguimos com que sentissem alguma confiança em nós e aí começamos a negociar. Negociamos várias especiarias, que podemos visualizar durante o tempo que estivemos lá.

    Foi uma viagem bastante complicada mas será sempre recordada por nós e por muitas gerações que virão.  

 

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Segunda-feira, Janeiro 26, 2009

O mundo da publicidade

      A publicidade tem um papel importante nos tempos que decorrem. É um elemento fundamental para o comércio e transmissão de informação não comercial. No século XXI a publicidade é transmitida aos cidadãos em exagero, a televisão é bombardeada de anúncios publicitários, assim como a internet, a rádio e até nas ruas se encontram montes de cartazes publicitários. Em todo o lado é proporcionado o melhor espaço à publicidade, mas só à publicidade comercial, pois é a que tem maior destaque. Com tanta imaginação e originalidade, vários anúncios conseguem iludir quem os observa, levando-os a comprar o que é anunciado. Os mais afectados por essa ilusão são as crianças, que acabam por implorar aos pais para que lhes comprem o que viram, na maior parte das vezes coisas desnecessárias. Os produtos que têm a melhor publicidade são de certeza os que virão a ter mais vendas, mas na maior parte dos casos esses não são a melhor opção para o consumidor. Na publicidade tudo é perfeito, chegam a acontecer verdadeiros milagres, e as pessoas levadas pela sedução do “mundo perfeito” acreditam em tudo o que lhes é transmitido.

    Como se pode reparar, aos anúncios não comerciais não se dá grande importância, mas isso está completamente errado. Esses é que deveriam ser transmitidos por todo o lado, em grande abundância, pois divulgar factos importantes para a sociedade. Mas ninguém se limita a tentar inverter as situações, começarem a dar mais importância às não comerciais e a não ligarem tanto às comerciais. Os cidadãos de hoje só pensam em comprar, vivem para o consumo. Obcecados com toda a publicidade comercial, esquecem-se da verdadeira publicidade, aquela a que ninguém dá valor, mas é a única que revela interesse.  

    A maioria das pessoas não tem capacidade de ver os pontos falsos num anúncio publicitário comercial. Quando reflectimos sobre este assunto as pessoas dão a entender que deixam de usar o cérebro e passam a usar apenas os olhos e os ouvidos.  

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Segunda-feira, Novembro 3, 2008

 
 
                                                                                                   

 


 

  Luís Vaz de Camões é considerado o maior poeta português; nunca existiu, nem em Portugal nem em qualquer outra parte do mundo, poeta algum que igualasse nem muito menos superasse a dedicação que Camões deu à sua pátria por meio de uma tão próspera obra épica como são “Os Lusíadas”.

“Os Lusíadas” são a culminação de toda uma cultura e de uma civilização. Camões é considerado um poeta fora do seu tempo, pois a sua modernidade e a sua portugalidade são visíveis no modo como esta obra, tanto no estilo épico como no estilo lírico, se estrutura.

É através de indícios textuais que se encontram na sua poesia e a que podemos chamar a modernidade de Camões ou estilo Camoniano, que se verificam transgressões, tanto em relação aos modelos clássicos greco-latinos da época como em relação à ordem religiosa e política do poder no tempo de Camões e como também em relação à imagem posteriormente construída do poema como símbolo épico da raça lusíada e dos seus feitos materiais.

Mas são estas transgressões que caracterizam Camões como sendo um novo homem da Renascença.

Nasceu a 1524 ou 1525, segundo documentos publicados por Faria e Sousa, em Lisboa ou em Coimbra (a data e o local do seu nascimento não são certos). Segundo registo da lista de embarque para o Oriente do ano de 1550, declara-se que Luís de Camões se inscrevera e, nesse registo, é-lhe atribuída a idade de 25 anos.

O Padre Manuel Correia que o conheceu pessoalmente, dá-o nascido em 1517. Filho de Simão Vaz de Camões e Ana de Sá Macedo, família nobre estabelecida em Portugal na época de D. Fernando, foi educado sob o império do Humanismo, estudou em Coimbra de 1531 a 1541, onde D. Bento de Camões seu tio, era chanceler.

Era esse mesmo seu tio sacerdote e sábio que o auxiliava nos estudos, mas ainda antes de Luís de Camões acabar o seu curso, partiu para Lisboa, talvez para conhecer melhor a principal cidade do seu país visto gostar imenso da História de Portugal.

Reinava D. João II e, como Camões era fidalgo, podia frequentar as festas e saraus da corte no palácio real; e foi lá que conheceu aquela que ele queria que viesse a ser a sua esposa, D. Catarina de Ataíde.

Devido à rigorosa tradição da corte, Camões teve que se afastar desta linda menina a quem ele tratava por um nome inventado de Natércia nos seus muitos poemas consagrados, e foi exilado por ordem do rei para o Ribatejo (Constância), onde permaneceu durante dois anos até que se alistou como soldado e partiu para Ceuta.

Foi nesta viagem que Camões primeiro avaliou o esforço formidável de um povo audacioso e persistente, que foi capaz de vencer os difíceis obstáculos desta travessia, de forma pioneira.

Apesar de ter sido um grande poeta, foi também um grande patriota e um grande soldado. Defendeu Portugal tanto nas guerras em África como na Ásia. Em 1547, partiu para Ceuta depois de ter estado na corte de 1542 a 1545. Em Ceuta perdeu um olho quando lutava a favor de D. João III.

Três anos mais tarde voltou a Portugal e teve vários duelos, num dos quais feriu Gonçalo Borges, moço de arreios de D. João III, o que lhe custou um ano de prisão no Tronco. Diz-se que foi nesse ano de prisão que Camões compôs o primeiro canto da sua obra “Os Lusíadas”.

Obteve a liberdade como promessa de embarcar para a Índia como simples homem de guerra e embarcou para Goa em 1553, onde conviveu com o vice-rei D. Francisco de Sousa Coutinho e com o Dr. Garcia de Orta e manteve também relações amistosas com Diogo do Couto, o continuador das Décadas.

Foi aí que escreveu o “Auto de Filodeno”, o qual representou para o governador Francisco Barreto. Ainda na Índia compôs uma ode a D. Constantino de Bragança, em que o defendia de acusações supostamente falsas que lhe eram feitas. Da Índia passou a Macau, onde os portugueses tinham fundado uma colónia mesmo em frente ao mar. Aqui conheceu Jau António, companheiro que esteve sempre com ele até à morte e lhe fez companhia enquanto cantava em seis cantos os feitos dos portugueses numa gruta em frente ao mar.

Foi chamado a Goa mas, no caminho para a Índia o barco onde navegava naufragou junto à foz do rio Mekong, e diz-se que ele tenha ido até à costa a nado só com um dos braços, visto no outro levar consigo a sua tão próspera obra.

Foi a descida do Oceano Atlântico, a passagem do Cabo da Boa Esperança e todas aquelas paragens que levaram Camões a glorificar na sua obra os lugares por onde a armada de Vasco da Gama tinha já passado, lugares esses que muito custaram a “descobrir”, razão ainda para dignificar o povo lusitano.

Regressou a Lisboa em 1569 e, em 1572, publicou “Os Lusíadas”. Foi-lhe concedida por D. Sebastião uma tença anual de 15 mil reis que só recebeu durante três anos, pois faleceu no dia 10 de Junho de 1580 em Lisboa, na miséria, vivendo de esmolas que se dizia terem sido angariadas pelo seu fiel criado Jau. O seu enterro teve de ser feito a expensas de uma instituição de beneficência, a Companhia dos Cortesãos.

Após a sua morte, foi D. Gonçalo Coutinho que mandou esculpir na sua pedra o seguinte letreiro: “Aqui Jaz Luís de Camões Príncipe dos Poetas de seu Tempo. Viveu Pobre e Miseravelmente e Assim Morreu. - Esta campa lhe mandou pôr D. Gonçalo Coutinho, na qual se não enterrará pessoa alguma.

A comemoração do dia da sua morte, é actualmente relembrado como o “Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas”, sendo feriado nacional.

 


 


 

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Terça-feira, Outubro 28, 2008


  Depois de muito reflectir, cheguei a conclusão que só há uma viagem verdadeiramente marcante, “a vida”. Por isso decidi falar da minha viagem que já dura 14 anos. Claro que não vou contar tudo, pois há certas coisas que não consigo exprimir. Fiz só um breve resumo, uma coisa nitidamente simples.

 

   Começou em 18 de Abril de 1994, numa bela segunda-feira de Primavera. Uma viagem inicialmente agitada, mas acabou por se tornar serena e feliz. Meus pais me acolheram, fizeram juntamente com a minha família, que a minha infância fosse inesquecível. Ri, chorei e com as minhas longas gargalhadas e com as minhas lágrimas aprendi a ser uma criança feliz. Foi na creche que conheci os meus primeiros amigos. Com eles e com a minha ama fui capaz de perceber novas coisas, que sem eles não seria capaz. Depois, chegou o dia em que me despedi da creche e de todos que lá andavam e segui rumo ao infantário. Lá conheci muita gente, amigos que ainda no presente o são. Nos dois anos que lá estive fiz várias descobertas, vivi num mundo muito diferente do que estava habituada. E, enquanto menos esperava já tinha chegado a hora de partir numa nova aventura, num novo destino. Parei na primária, onde aprendi uma coisa que me tem vindo a ser muito útil, aprendi a ler e a escrever. Nesta parte da viagem tive que ganhar novas responsabilidades e foi onde comecei a conseguir decifrar o significado dos meus erros. Aprendi novas brincadeiras, por vezes um pouco estranhas. Quatro anos se passaram e chegou a hora de voltar a partir, tentar desvendar algo de novo. Então, parei em Vila Cova e quando entrei na E.B.I. de Vila Cova tudo mudou. Olhava para as pessoas e pareciam já bastante adultas, por vezes diferentes. Os primeiros dias passados lá foram, talvez, um pouco difíceis. Conhecia pouca gente e era uma rapariga bastante tímida, sentia-me insegura, mas com os meus amigos consegui ultrapassar isso. Com o passar do tempo fiz novos amigos e já não havia nada de confuso naquele local. Foi nessa escola que entrei na adolescência, a fase mais complicada da minha viagem. Esta etapa fez-me virar a minha vida do avesso, minha cabeça pensava em tudo ao mesmo tempo sem conseguir articular uma única ideia. É uma fase por vezes “parva” e principalmente complexa, tanto para mim como para os que convivem comigo. Também foi nesta altura que conheci gente que nunca esquecerei, pois me fizeram crescer e fizeram com que aprendesse a ultrapassar todas as barreiras. Os professores que conheci e que têm me acompanhado estes anos foram muito importantes nesta viagem. Fizeram-me ver um outro lado da vida, um lado em que não há facilidades e se tenho um objectivo terei que lutar por ele. A minha próxima paragem é a Escola Secundaria de Barcelos e a coisa que mais quero é que haja lá gente como na escola onde me encontro. De resto posso considerar a minha viagem quase perfeita, pois nada neste mundo é perfeito. Agora só desejo para que esta viagem dure por muito mais tempo e que termine da melhor maneira, pois quero conhecer o resto do mundo, fazer novas descobertas.

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Domingo, Setembro 28, 2008

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Sábado, Maio 31, 2008

Vou contando as lágrimas

Que deixo escapar.

Minha cara está encharcada,

Esperando ser enxuta

Pelo sorriso

Daquele que me faz sonhar.

Me coração arde de tanto sofrimento…

Está desfeito em pedaços

E só pode ser reconstruído

Quando meu amor for correspondido.

Assim passo o meu tempo…

Sonhando que um dia ele me amará

Como Romeu amou Julieta.

E serei acariciada

Como o vento acaricia as ondas.

E, nesse dia, só terei a certeza

Que é bom estar apaixonada.

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Amor é um fogo que arde sem se ver

Amar é um fogo que arde sem se ver,
É ferida que dói, e que não se sente;
É um contentamento descontente,
É dor que destina sem doer.

É um querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?

 

                                   Luís de Camões

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